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O “Ruivo Nude” e os Cuidados com Cabelos Vermelhos

Ter cabelo ruivo é para todos os tons de pele. Pelo menos é o que garante o cabeleireiro Jean Phillipe, que criou uma técnica conhecida por aí como “Ruivo Nude”. Essa variação de vermelho consiste em se parecer com o que seria exatamente o seu cabelo se nascesse ruiva, independente do tom da pele, porque a técnica depende mais da pigmentação do cabelo do que da cor da tintura escolhida pelo profissional. O “nude” desse ruivo foi batizado com o intuito de desnudar mesmo cada personalidade, trazendo tons completamente diferentes até para pessoas que tem cores de cabelo parecidas e dando a cada nova ruivinha uma tonalidade única.

Outra tendência bem forte para 2017 é o “ruivo rosado”, ou “Gold Rosé”, que pode ser feito no cabelo todo, em mechas californianas ou ter o efeito degradé, ao gosto da freguesa. Para essa técnica é utilizada, geralmente, a cor de louro dourado aliada a um tom rosado, claro ou escuro, para surtir o efeito desejado. Em 2016 o Rosé Quartz foi a cor escolhida pela Pantone como cor do ano, e isso já foi o suficiente para que o rosadinho fosse parar em roupas, artigos de decoração e até nos salões de beleza, incentivados por famosas como Blake Lively, Emma Roberts e Sienna Miller, que adotaram as variações da técnica.

Novidades como essas chegam a todo momento aos salões para fazer a festa das donas de cabelos ruivos, sejam eles mais alaranjados ou em vermelho aberto. O que nunca muda é a quantidade de cuidados destinados a essa tonalidade para que o vermelho do salão não desbote na próxima curva. Se não houver um tratamento intensivo aos fios avermelhados, não tem técnica que faça com que a aparência deles não pareça desleixada. Outra dica importante é assumir o ruivo com gosto e se lembrar de sempre retocar as mechas, senão o resultado no dia-a-dia não vai se parecer com o das estrelas de cinema.

A Paixão pelo Ruivo

Nascer ruiva é algo muito, muito difícil: apenas 3% da população mundial tem o que é necessário para desfilar cabelos vermelhinhos ao natural. Isso acontece porque existem dois tipos de pigmentos capilares, a eumelanina e a feomelanina, que se juntam no nosso material genético para definir que cor terá nosso cabelo. A eumelanina, que é o pigmento dominante, responde pela tonalidade do fio mais escuro: se a pessoa tem cabelo de marrom claro ao preto, isso significa que tem muita eumelanina. Se é loirinha, tem pouca eumelanina. Feomelanina, então, só pra poucos: nos ruivos, esse é o pigmento dominante.

Uma curiosidade é que, cientificamente, o ruivo acontece por conta de uma mutação genética nos cromossomos do par 16 – ou seja, em teoria, ser ruivo é “um erro” de organização cromossômica. E um dos efeitos colaterais desse arranjo é que a maior parte dos ruivos naturais tem sardas, justamente por causa dessa combinação de pigmentos, que gera uma concentração de melanina em algumas partes do corpo.

Não se sabe se por ser sensual, raro ou estar em alta por causa de lindas ruivas de plantão, como Emma Stone, Marina Ruy Barbosa e metade do elenco de Game of Thrones, fato é que o ruivo se tornou, nos últimos anos, uma das preferências nacionais em tons de cabelo. Mulheres brancas e negras colorem os fios em cores que vão desde o “água de salsicha” até o vermelhão aberto, sem medo de ser feliz.

Para que essa paixão cresça de maneira saudável é preciso dar ao ruivo o que ele precisa para viver bem. Secador, chapinha, cloro e sol são itens para se passar longe a partir do momento em que alguém sai ruiva de um salão. Em geral isso vale para qualquer cabelo tingido, mas são recomendações ainda mais especiais aos ruivos, que veem o tom se desbotar com facilidade. O sal do mar também é um facilitador para que o ruivo perca sua cor. Manter o ruivo do salão exige, também, cuidados especiais com produtos de qualidade. Não adianta sair da cadeira do cabeleireiro com um tom de dar inveja se ele não será mantido da maneira correta nos próximos dias. É preciso hidratar os fios de verdade, com os produtos corretos, para que eles sejam nutridos com ativos nobres em busca da permanência da cor original. Há quem goste de ver o ruivo desbotar, e tudo bem. Mas até no “propositalmente desbotado” existe a necessidade de amparar os fios com bons produtos e rituais certeiros de cuidados.

Atenção extra aos tons rosados

Começamos essa conversa falando do Ruivo Nude e do Gold Rosé. A escolha por uma dessas novidades exige atenção tanto do cabeleireiro quanto da cliente, pois ao mínimo erro o tiro pode sair pela culatra.

Tons mais claros de ruivo e rosa exigem, algumas vezes, a descoloração dos fios – que também é uma inimiga da manutenção da cor. No caso do Ruivo Nude de Jean Philippe, a técnica não usa descoloração e se debruça na coloração alemã Igora, que já tem princípios ativos para evitar essa mudança repentina entre a cadeira de salão e as semanas a seguir. Portanto, não adianta sair correndo para comprar qualquer tom de ruivo no salão, e muito menos tentar fazer isso em casa. Os profissionais sabem o quanto a tentativa de criar um cabelo ruivo com as próprias (e leigas) mãos pode ser desastrosa, ainda mais se ele exigir um efeito mais rosado…

Hidrate, dê nutrição e mime os fios ruivos por todos os lados para que ele sempre aparente estar sadio. Assim como Jean Philippe, acreditamos que todas as pessoas podem ser ruivas, se quiserem, mas reforçamos que uma tonalidade vermelha perfeita exige muitos cuidados, paciência e até um pouquinho de sacrifício. Não dá pra ir à praia sem tratar antes, assim como não dá pra fazer o baby liss dos sonhos sem reforçar bastante os fios. Para ser ruiva de verdade, mesmo não nascendo ruiva, só existe uma regra, que é a mãe de todas as outras: ame e cuide bem da cabeleira vermelha. Não é exagero dizer, mais uma vez, que o ruivo mais bonito de todos é o ruivo bem tratado.

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